Ontem, eu e a Juliana fomos com uma amiga passear no Terreiro do
Paço para vermos o Circo das Luzes. Não resistimos ao cheirinho a
castanhas assadas e lá comprámos, a Juliana, mais comedida, meia
dúzia, e eu, mais gulosa, uma dúzia. Realmente, quentes e boas!
Por falar nestes números, faltam exactamente seis dias para o
Natal e uma dúzia para o final do ano. Ainda por cima, voltou a
chuva. Está mesmo a convidar passar as noites no aconchego da cama a
fazer o balanço do passivo e do activo do que vivemos em 2013. É um
exercício que todos nós devemos realizar, mesmo que por momentos,
nos possamos sentir mais tristes e deprimidos, pelos erros que
cometemos ou os planos que não realizámos, pelas pessoas que
perdemos … mesmo que nos venha uma, ou escorram várias lágrimas
pelo nosso rosto, temos de ter coragem de olhar o nosso passado, pois
como já houve quem disse, “para saber para onde vamos, temos de
saber de onde viemos”.
Não convém é ficarmos presos no passado, ou questionarmos as
nossas decisões. A vida é feita de decisões, e na altura em que as
tomamos, com os factos que temos disponíveis no momento, são sempre
a melhor decisão. E se de facto tiver sido um erro, assumamos as
suas consequências e tentemos descobrir um novo caminho para a
felicidade, um novo trabalho, um novo amor, um novo País … quem
sabe?
Vamos lá então fazer a nossa lista ao Pai Natal, sem nos
esquecermos de agradecer ao Menino Jesus pelas bênçãos da nossa
vida, e pôr igualmente no papel aquilo que nós podemos fazer por
nós próprios, os nossos projectos, as nossas resoluções de ano
novo.
Um Santo Natal para todos e um 2014 de sucesso!
Partilha de experiências e pontos de vista de uma brasileira (Juliana) e uma algarvia (Marisa) em Lisboa.
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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
Quem veste as calças?
Dando o nosso passeio pela Baixa, Juliana no outro dia perguntou-me se “o homem português gosta de ser mandado”. Estranhei a pergunta, ao que ela respondeu contando-me uma cena caricata que testemunhou no supermercado: o marido perguntava à mulher sobre um artigo qualquer e foi descomposto como se fosse uma criança. Eu não conheço na intimidade muitos casais, mas tudo indica que os casamentos de sucesso implicam que o homem entregue as rédeas da relação à mulher. Porém, não é só em Portugal, os norte-americanos têm um ditado engraçado: “Happy wife, happy life”. Se pensarmos um pouco, os homens no geral têm fama de serem crianças em corpo adulto. Também há aqueles com complexo de Édipo que são atraídos por mulheres parecidas, em comportamento ou em aparência física, às suas mães. Por isso, talvez gostem de ser mandados e repreendidos como crianças. Sempre podem extravasar a sua frustração no trânsito ou no futebol. Pessoalmente, como mulher, acredito no ideário francês “Liberté, egalité et fraternité!”, o que pode explicar o facto de eu ainda estar solteira … Hummm, alguém me pode passar o número da senhora do supermercado?! MS
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