sábado, 22 de fevereiro de 2014

Mãe por um dia

Esta semana a minha irmã e cunhado pediram-me para tomar conta da minha sobrinha enquanto eles iam trabalhar. Por norma, ela fica com os avós paternos, mas também ele precisavam de uma folga e eu fiquei a saber o porquê …
A Laura não gosta de dormir. Luta connosco para se libertar quando a queremos adormecer e acorda várias vezes durante a noite. Às 6h45 os pais saíram e a tia entrou ao serviço. Consegui adormecê-la e dormiu até às 09h00. Comeu bem o pequeno-almoço e depois brincámos muito. Desenhámos, fizémos ovos mexidos na cozinha de brincadeira, lemos livros, vimos fotos e vídeos da “Laua”, andámos de carrinho, ou melhor ela andou e eu empurrei ... Esta agitação toda, sem parar, até à hora do almoço. A refeição também correu bem, mas depois o plano era pô-la a dormir a sesta e ir preparar o jantar para os pais. Não quis, queria ver o “Mika”(i.e. o Rato Mickey). Sentei-a no sofá a meu lado e de cada vez que ela encostava a cabecinha ao meu colo, sonolenta, tentei levá-la para o seu quarto. Fracassei umas três vezes, mas quando já tinha passado uma hora, fui o mais autoritária que pude e disse-lhe que estava na hora da sesta. O cansaço acabou por vencê-la e eu fiquei por uns momentos, apenas com o som da sua respiração, a contemplar o rosto do meu doce. Breve pausa, pois 15 minutos depois já acordava.
Após 45 minutos de sono intermitente, a Laurinha despertou e eu ainda não tinha conseguido adiantar o jantar. Ficou comigo na cozinha, mas eu cai no erro de lhe ir dando bolachas para entretê-la. Resultado, quando chegou a hora do lanche, já não quis comer a papa. Ainda pensei, “dou-lhe leite, agito-a e pronto, é o mesmo que ter-lhe dado o Nestum de Bolacha”. Estou a brincar! Felizmente a minha irmã chegou por esta altura e ela comeu um iogurte.
Eu já estava cansada, mas a minha irmã pediu-me para ficar mais um pouco a brincar com a Laura enquanto passava a ferro. Adoro brincar com a minha sobrinha. Adoro fazê-la rir. Lembrei-me de fazer o “avião”. Asneira! Fiz a primeira vez, ela riu. Assim que pu-la no chão, levantou os bracinhos para mim: “Mais”. Fiz a segunda vez … “Mais”. A terceira vez … “Mais”. Tive de, estrategicamente, mudar a atenção dela para outra coisa, pois já não tinha mais força para elevá-la.
Assim que a mãe ficou disponível para brincar com ela, despedi-me e vim para casa descansar, pensando, “como é bom ser tia!”.

Não posso deixar de elogiar a minha irmã, por ser mãe, esposa, dona de casa e ainda trabalhar por turnos como enfermeira, a cuidar de outras pessoas. Ajudá-la-ei sempre que puder e como puder a cuidar da minha sobrinha, até porque, desde o momento que sai pela porta, tive saudades do seu sorriso.

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