Diz o povo “Janeiro fora, cresce uma
hora”. Fico tão contente perante a expectativa de podermos gozar de
luz natural durante mais horas do dia.
Adoro o Sol (sou algarvia). Estes
dias em que o radiante astro resolveu brindar-nos com a sua presença,
levantaram-me o ânimo. Soube-me bem passear junto ao rio no Parque
das Nações. Abasteci-me de vitamina D, a vitamina do bom humor.
Uma das características mais belas de
Lisboa é a sua luz natural. Quando os raios solares incidem sobre as
fachadas dos prédios, intensificam as suas cores, como o amarelo do
Martinho da Arcada, que contrasta com o branco polido do arco da Rua
Augusta, e, na linha do horizonte, com o azul do Tejo, salpicado de
cristais.
Há que reconhecer o bom gosto dos
pombos que não abandonam a baixa de Lisboa. Percorrem nos seus voos
o traçado pombalino (i.e. idealizado pelo Marquês e não columbófilo),
perscrutam com proximidade as estátuas de Reis e
outras figuras ilustres, e imergem na formosura das fontes.
Não resisto a fotografar a cidade,
mesmo repetindo os sítios e vistas. Não domino a arte e temo nunca vir a
fazer jus à beleza de Lisboa, mas arrisco dizer que é impossível
tirar-lhe uma má fotografia, por mérito da modelo.
Agora a população autóctone passa
mais o seu tempo livre nos centros comerciais, mas quando o Sol se
instala, a cidade ganha outro ânimo, que dá gosto ver, ouvir e fazer
parte.
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