sábado, 10 de maio de 2014

A criança que há em nós

Num workshop o formador dizia que era ainda uma criança, apenas com uma barriga maior e brinquedos mais caros. Poderia aproveitar a deixa para discorrer sobre algo que as mulheres há muito reclamam e que só poucos homens têm a coragem de admitir, mas não o farei (por ora). Na realidade, considero que alimentar a nossa criança interior é algo saudável e rejuvenescedor.
É natural que mantenhamos uma ligação à nossa infância porque certos sonhos de criança apenas nos são possíveis de realizar em adultos. Os rapazes brincam às corridas de carros e as meninas às casinhas, ambos têm de esperar, até tirar a carta e poder alugar ou comprar casa, respectivamente. E quem de nós, que não teve a possibilidade em criança, não deseja ir à Disney?
Para além disso, ser adulto é lidar com uma série de desafios e obrigações a que éramos poupados em criança, mas ser responsável não deveria tirar-nos o direito a cometermos eventuais imprudências. Há uma exigência de seriedade e perfeição castradora que a sociedade nos impõe quando na realidade é do erro que se constrói a sabedoria e é da irreverência que nasce a inovação.
Adoro brincar com a minha sobrinha. Fico maravilhada com a forma como aquela cabecinha pensa e vê um escorrega nas pernas da mãe e arrisca subir os móveis sem medo. É essa criatividade e intrepidez que eu busco para mim. É esse o espírito dos empreendedores, dos engenhocas e dos artistas. 
Então, convido-vos a todos a escutarem a vossa criança interior e descobrirem formas de serem ainda mais felizes. 

Sem comentários:

Enviar um comentário