Num workshop o formador dizia que era ainda uma criança,
apenas com uma barriga maior e brinquedos mais caros. Poderia aproveitar a
deixa para discorrer sobre algo que as mulheres há muito reclamam e que só
poucos homens têm a coragem de admitir, mas não o farei (por ora). Na realidade,
considero que alimentar a nossa criança interior é algo saudável e
rejuvenescedor.
É natural que mantenhamos uma ligação à nossa infância porque
certos sonhos de criança apenas nos são possíveis de realizar em adultos. Os
rapazes brincam às corridas de carros e as meninas às casinhas, ambos têm de
esperar, até tirar a carta e poder alugar ou comprar casa, respectivamente. E
quem de nós, que não teve a possibilidade em criança, não deseja ir à Disney?
Para além disso, ser adulto é lidar com uma série de desafios e obrigações a
que éramos poupados em criança, mas ser responsável não deveria tirar-nos o
direito a cometermos eventuais imprudências. Há uma exigência de seriedade e perfeição castradora
que a sociedade nos impõe quando na realidade é do erro que se constrói a
sabedoria e é da irreverência que nasce a inovação.
Adoro brincar com a minha sobrinha. Fico maravilhada com a
forma como aquela cabecinha pensa e vê um escorrega nas pernas da mãe e arrisca
subir os móveis sem medo. É essa criatividade e intrepidez que eu busco para
mim. É esse o espírito dos empreendedores, dos engenhocas e dos artistas.
Então, convido-vos a todos a escutarem a vossa criança interior e descobrirem formas de serem ainda mais felizes.
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