terça-feira, 8 de abril de 2014

Amizade masculina

Se a reencarnação for possível, quero regressar como homem. Para além de eles auferirem um salário 20% superior ao nosso e não terem de passar pelos suplícios das mulheres como a menstruação, depilação, celulite, gravidez, maquilhagem e salto alto, sabem o que é ser e ter amigos (homens) verdadeiros.
A amizade masculina é um laço inquebrável que resiste ao tempo e às mudanças naturais da vida. Quantas de nós já nos afastamos das nossas amigas por causa de um namorado? E quantos homens conhecem que fizeram o mesmo? O Barney da deliciosa série norte-americana “How I met your mother”, menciona várias vezes a máxima “Bros before hoes”, e não se aplica necessariamente a uma disputa pela mesma mulher, mas também ao não esquecer-se dos amigos e deixar de conviver com eles quando namora ou casa.
A amizade masculina também não julga, antes perdoa e mantém-se fiel. Quando algum amigo comete uma falha perante alguém, incluindo a outro amigo, os homens não julgam, deixam que com o tempo o amigo reconheça o erro e regresse aos bons hábitos.  Quantas vezes as nossas “girls’ talks” descambam para temas fracturantes e provocam um mal-estar no grupo que se prolonga de forma indeterminada? Nós somos muito complicadas, analisamos demasiadamente as ocorrências. Os homens simplificam e regressam ao futebol, entre outros tópicos de conversa, que não causam muita mossa em caso de discórdia. Eu acho que não é por acaso, mas antes fruto da notável racionalidade masculina, enquanto nós, mulheres, somos mais emotivas.
“Bro” ou “Mano” ou “Meu irmão”, a gíria espelha o facto de que no masculino, os amigos são irmãos de coração. Quando algum dos amigos ou seus familiares precisa de alguma coisa, os homens estão lá presentes, nem que seja para ajudar a passar o tempo. Quantas amigas são assim tão solidárias?

Senhoras, temos de dar o braço a torcer: na arte da amizade, eles levam a taça!

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